A história não é uma linha reta que leva inevitavelmente à libertação. Ela é feita de lutas, derrotas, recuos e avanços.
O que a conjuntura atual oferece é uma possibilidade histórica, talvez a maior desde 1917, desde 1945, desde 1968. Mas possibilidade não é certeza. A reação também está viva, também se organiza, também tem os seus planos.
O fascismo cresce. A extrema-direita avança. A guerra serve para disciplinar os trabalhadores e justificar a repressão. O caminho não está traçado.
Mas, pela primeira vez em décadas, o polo da revolta é maior, mais difuso e mais global do que o polo da ordem. As ruas do mundo fervilham. As redes transbordam de imagens de resistência. A hipocrisia do império está exposta como nunca.
Nenhum comentário:
Postar um comentário