Paulo Batista Gomes

Paulo Batista Gomes

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Guerra para quem?

Guerra para quem?" 
Para o proletário que morre no front, para a trabalhadora que perde o filho, para o povo que paga com impostos e inflação. Para a classe que produz toda a riqueza e só recebe em troca miséria, morte e traumas.
Essa guerra, como todas as outras, não representa a defesa das necessidades da classe proletária. O proletariado não precisa de novos mercados, não precisa de petróleo, não precisa de posição geopolítica. Precisa de trabalho, saúde, moradia, educação, lazer, paz e a posse coletiva dos meios de produção. Nenhuma guerra capitalista entrega isso.
Entrega sim, a defesa da manutenção da exploração da classe que produz riqueza.
A guerra é o prolongamento da exploração por outros meios. Quando o capital não consegue extrair mais-valia na fábrica, extrai sangue na trincheira. 
O objetivo é sempre o mesmo, garantir as condições para que a burguesia continue acumulando.
Que o povo na rua seja o exército de reserva da revolução proletária mundial!
O mesmo povo que hoje protesta contra a guerra, contra o genocídio, contra a fome, o desemprego, esse povo, se organizado e conscientizado, pode se transformar na força motriz da derrubada do sistema. O "exército de reserva" de Marx (os desempregados que disciplinam os que trabalham) pode se converter no exército ativo da revolução, aqueles que, por não terem nada a perder além dos seus grilhões, têm tudo a ganhar.
A história não está escrita.
A agonia do imperialismo pode ser o prelúdio da barbárie ou o parto de um mundo novo. A diferença entre um e outro é a organização independente da classe trabalhadora.
Que a guerra escancare a podridão do sistema. Que o povo saia às ruas. E que, desse turbilhão, surjam os sovietes, os conselhos, os comitês de greve, o poder popular que um dia há de enterrar o capital e a guerra para sempre.
A luta segue e é internacional permanente.

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